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Entrevistas

15 SET

Entrevistas

Jeff Paiva

Jeff Paiva

Gerente de Social Media da Agência Click

"Jornalista por formação tornado redator, apaixonado por comunicação e pela (r)evolução que acontece sem parar na publicidade, na internet, no mundo". É assim que se autodefine Jeff Paiva, gerente de Social Media da Agência Click. Presença confirmada na 14ª Semana da Comunicação, em Blumenau, Jeff Paiva conversou com a Equipe do Calcomunic da FURB e, num papo pra lá de descolado, esclareceu algumas dúvidas sobre o uso da Mídia Social.



Em palavras simples, o que fundamenta a Mídia Social?
Jeff Paiva: Considero Social Media como a transposição das novas interações da vida real, multifacetada e hiper-ativa. Do mesmo jeito que temos quatro, cinco turmas diferentes, saímos do trabalho para a academia ou a praia, voltamos para uma reunião… é assim com as Mídias Sociais: Multitarefa, sempre conectadas, gerando e compartilhando conteúdo.

Como você vê a mudança na vida das pessoas em decorrência ao uso da internet (redes sociais)? É uma tendência ao individualismo ou isso é apenas uma visão, deturpada, de quem está fora do contexto?
Jeff Paiva: Menos do que individualismo, acredito que seja o surgimento de uma nova interação humana. Parece individualista ficar em frente a uma ou mais telas durante todo o dia, mas através delas você tem contatos com muito mais pessoas do que teria física e pessoalmente.

Para você, qual foi o primeiro sinal que as redes sociais deram para que a publicidade as abraçasse e fizesse delas algumas das ferramentas mais utilizadas no momento?
Jeff Paiva: A partir do momento em que os publicitários e os empresários perceberam um grupo de pessoas com interesses comuns, falando uma mesma linguagem, prontos para receber e responder mensagens relevantes.

Qual é o maior risco que as pessoas ou a publicidade possuem ao utilizarem a Social Media, ou esse risco não existe?
Jeff Paiva: O risco existe, é real mas menor do que se pensa. Ao iniciar uma conversação, um engajamento, qualquer pessoa, marca ou empresa deve estar pronto para ouvir o que PE bom e o que é ruim. Segundo Alex Bogusky, da Crispin, as empresas devem desenvolver uma casa grossa o bastante para resistir a ofensas. Eu acrescento que ela deve ser maleável para absorver as “proteínas” das mudanças.

No Brasil o uso das redes sociais ainda é pouco difundido, se comparado a outros grandes centros, mas o quadro está mudando: elas têm participado cada vez mais do dia-a-dia dos jovens que estão ligados nas transformações do mundo. Você acredita que o público adulto em geral também esteja acompanhando estas transformações, e, por conseqüência, conhecendo os novos formatos de mídia por elas trazidos?
Jeff Paiva: O usuário padrão do Second Life, por exemplo, é de classe A-B e tem 31 anos de idade, mais de 10 desses como usuário avançado de internet. MySpace e Facebook também têm uma idade média de usuário bastante representativa nos demographics acima de 18 anos. O mais importante é que os mais jovens já nascem digitalizados – e provocama digitalização obrigatória dos pais e responsáveis, o que ajuda a difundir a cultura das redes sociais como algo a mais do que um bando de moleques trocando filmes e falando de abobrinhas.

A mídia espontânea em blogs e redes sociais pode ser, de fato, melhor para um anunciante do que a repercussão conquistada em espaços tradicionais como jornais, revistas e televisão?

Jeff Paiva: Não diria melhor nem pior. Acredito que deva ser complementar. Pensada como tal no planejamento estratégico e encarada como ferramenta primordial ao se definir um plano de comunicação – seja de branding ou de produtos específicos.

Confira mais novidade sobre a 14ª Semana da Comunicação clicando aqui.

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